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Cronograma de Obra

Por que Andaime é o Maior Vilão do Cronograma da Sua Obra

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Márcio · Diretor Comercial, MoveMáquinas
9 de abril de 2026 · 7 min de leitura

Seis e quinze da manhã. Valter encaixa o último tubo do segundo lance de andaime no 2o pavimento quando o celular toca. É o dono da obra. A pergunta de sempre: "Valter, vamos entregar no prazo?"

Ele olha para baixo. Dois ajudantes carregam braçadeiras. O pedreiro espera com a desempenadeira na mão. A argamassa já está batida. E o andaime ainda não chegou na altura certa.

Valter responde que sim. Mas sabe que a conta não fecha.

Resumo rápido
  • O ciclo monta-desmonta do andaime consome de 2,5 a 3,5 dias por pavimento, entre montagem, inspeção, espera e desmontagem.
  • Em prédio de 6 andares, isso pode significar 15 a 21 dias do cronograma dedicados só à logística de andaime.
  • Três construtoras em Goiânia reduziram o ciclo por pavimento para menos de meio dia ao trocar andaime por plataforma para obra.
  • Andaime continua fazendo sentido em cenários específicos. Saber quais evita trocar um problema por outro.

O ciclo monta-desmonta que come seu cronograma

Todo encarregado conhece a rotina. Chega no pavimento, monta andaime, libera para o pedreiro, espera o serviço terminar, desmonta tudo e repete no andar de cima. O problema não é nenhuma dessas etapas isolada. É a soma delas, repetida pavimento após pavimento.

O andaime não é lento porque é ruim. É lento porque foi projetado para ficar parado.

O andaime é eficiente quando fica no mesmo lugar por semanas. Mas obra vertical não funciona assim. Cada pavimento concluído exige desmontagem completa, transporte dos tubos, montagem no nível seguinte e nova inspeção conforme NR-35 e NR-18 (item 18.15.6). Esse ciclo se repete a cada andar.

E enquanto o andaime está sendo montado, o que acontece com a frente de serviço?

Mas quanto tempo exatamente?

Para. O pedreiro para. O servente para. A argamassa endurece na masseira. O engenheiro olha o cronograma e vê um dia inteiro virar logística de tubo e braçadeira, não execução de serviço.

"O dono da obra olha o cronograma e acha que o encarregado está devagar. Mas o encarregado está montando andaime, não tocando obra."

Relato recorrente entre encarregados
Canteiros da região metropolitana de Goiânia

Ninguém reclama de um dia perdido. Reclama de quinze.

Valter resolveu fazer a conta no caderno.

A conta que Valter fez no caderno: dias perdidos por pavimento

Hora do almoço. Valter sentou no caixote de madeira, abriu o caderno e começou a anotar o que ninguém anota: o tempo real que o andaime consome antes de qualquer tijolo ser assentado.

O cálculo de Valter, pavimento por pavimento:

  • Desmontagem do andar anterior: 3 a 5 horas (depende da área de fachada)
  • Transporte dos tubos para o próximo nível: 1 a 2 horas
  • Montagem no novo pavimento: 4 a 8 horas
  • Inspeção e liberação (NR-18, item 18.15.6): 1 a 2 horas
  • Tempo ocioso da equipe de produção durante o ciclo: igual ao ciclo inteiro

Total por pavimento: 2,5 a 3,5 dias úteis.

Valter multiplicou por 6 andares. Resultado: entre 15 e 21 dias. Em uma obra com prazo de 90 dias, isso significa que até 23% do cronograma inteiro serve apenas para mover andaime de um andar para outro.

23% do cronograma. Sem assentar um único bloco.

Esse é o custo invisível que não aparece no Gantt do engenheiro.

E não para por aí.

O número assustou Valter. Mas o que veio depois foi pior: ele lembrou da multa por atraso no contrato. Entre 0,5% e 2% do valor da obra por dia. Em uma obra de R$ 2 milhões, cada dia de atraso custa de R$ 10 mil a R$ 40 mil.

O aluguel mensal de uma plataforma tesoura custa entre R$ 2.800 e R$ 4.000. Um único dia de multa paga mais de um mês de locação.

Valter fechou o caderno. Não era a equipe dele que estava lenta. Era o método.

Três construtoras em Goiânia já fizeram essa mesma conta.

O que três construtoras descobriram quando pararam de montar andaime

Na obra vizinha, Valter viu uma máquina amarela subindo com dois operários na plataforma. Sem tubo. Sem braçadeira. Sem montador. Em menos de vinte minutos, estavam trabalhando no 4o pavimento.

Não foi a primeira vez que ele viu uma plataforma elevatória. Foi a primeira vez que prestou atenção no tempo.

Dado de canteiro, não de catálogo. Três construtoras de médio porte em Goiânia que migraram de andaime para plataforma relataram à locadora resultados consistentes:

  • Ciclo por pavimento caiu de 2,5-3,5 dias para menos de meio dia
  • Equipe de produção parou de ficar ociosa durante mudança de nível
  • Canteiro ficou desobstruído: sem estoque de tubos ocupando área útil

O técnico de segurança de uma delas resumiu assim: a plataforma resolveu dois problemas ao mesmo tempo. Tirou o tempo morto do cronograma e tirou o risco de segurança do andaime da equação. Sem montagem em altura, sem deslocamento entre níveis sem proteção.

E o investimento? Como fica a conta para uma construtora de médio porte?

A locação mensal de plataforma tesoura com alcance de 8 a 15 metros fica entre R$ 2.800 e R$ 4.000, com manutenção inclusa. Não tem custo de montador. Não tem custo de inspeção estrutural por remontagem. Não tem estoque de peças para gerenciar.

Valter voltou para o canteiro depois do almoço. Olhou para o andaime no 2o pavimento e fez uma conta rápida: ainda faltavam 4 andares. Pelo caderno dele, isso significava mais 10 a 14 dias só de monta-desmonta.

Ele tirou foto da anotação e mandou por WhatsApp para o engenheiro da obra.

Isso significa que andaime nunca faz sentido? Não.

Quando o andaime ainda é a escolha certa

A boa notícia?

Seria fácil dizer que plataforma sempre ganha. Mas quem trabalha em canteiro sabe que cada obra tem suas condições. Existem três cenários onde o andaime continua sendo a opção mais inteligente para o cronograma.

Cenário 1: serviço contínuo no mesmo nível. Pintura de fachada linear, sem mudança de frente por semanas. Nesse caso, o andaime é montado uma vez e fica. O ciclo monta-desmonta não existe, e o custo real andaime vs plataforma pende a favor do andaime.

Cenário 2: piso que não suporta carga. Plataforma tesoura pesa entre 2 e 5 toneladas dependendo do modelo. Se o piso do canteiro não suporta essa carga, como em terrenos alagadiços ou lajes em fase de cura, o andaime apoiado em sapatas é a alternativa viável.

Cenário 3: altura até 6 metros com acesso simples. Para serviços de baixa altura com pé-direito padrão, o andaime leve (cavalete ou torre móvel) resolve sem a complexidade logística do fachadeiro. E sem necessidade de operador habilitado para plataforma.

O erro não é usar andaime. É usar andaime quando o cronograma pede mobilidade entre pavimentos. Nessa situação, cada ciclo monta-desmonta é um pedágio de 2 a 3 dias que ninguém planejou no Gantt.

A decisão inteligente é simples: se o serviço muda de nível mais de duas vezes durante a obra, a conta do andaime começa a não fechar. Se muda seis vezes, como no prédio de Valter, a conta já estourou há tempos.

Fim de tarde. O engenheiro respondeu a mensagem de Valter com uma pergunta: "Quanto custa alugar uma plataforma por mês?"

Valter mandou o número. R$ 2.800 a R$ 4.000.

O engenheiro mandou de volta o valor da multa por dia de atraso.

A conversa durou dois minutos. A decisão, menos que isso.

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São mais de 20 anos ajudando construtoras em Goiânia a entregar no prazo. Mande o número de pavimentos e a área de fachada. A gente devolve a conta pronta.

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Perguntas frequentes

Quantos dias por pavimento o andaime consome com montagem e desmontagem?

Em média, o ciclo completo de desmontagem, transporte, remontagem e inspeção consome de 2,5 a 3,5 dias por pavimento. A variação depende da área de fachada e do tamanho da equipe de montagem.

Plataforma elevatória elimina totalmente o tempo de montagem?

Praticamente sim. O tempo de setup de uma plataforma tesoura ou articulada é de 15 a 30 minutos. Ela chega ao canteiro pronta para operar, sem necessidade de montagem estrutural.

Em quais situações o andaime ainda é a melhor escolha?

Quando o serviço é contínuo no mesmo nível por semanas, quando o piso não suporta o peso da plataforma, ou quando a altura não passa de 6 metros com acesso simples.

A multa por atraso de obra cobre o custo de alugar plataforma?

Na maioria dos contratos, um único dia de multa (0,5% a 2% do valor da obra) já paga mais de um mês de locação de plataforma tesoura. Em obra de R$ 2 milhões, a conta é direta: R$ 10 mil a R$ 40 mil por dia de multa, contra R$ 2.800 a R$ 4.000 por mês de locação.

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Diretor Comercial da MoveMáquinas. Mais de 20 anos ajudando construtoras a escolher o equipamento certo para cada obra. Goiânia, GO.
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